segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

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Eu sinto falta daquilo que eu idealizei, sinto falta dos meus desejos antigos, bate saudade até mesmo daquilo que não vivi. Os dias passaram e eu continuo aqui, intacta. Mas não consigo entender ... é como se me faltasse um pedaço, como se tivesse perdido num piscar de olhos o controle de algo que estava em minhas mãos, sob meu total alcance.
E de repente tudo se transforma, tudo muda de lugar, se embaça, se confunde... Na verdade não sei bem explicar o que acontece agora, talvez eu não esteja realmente acordada, talvez isso tudo seja imaginação ... quem poderá dizer !?
Eu vou rezar pra isso passar, se clarear, se consertar... Vou apenas rezar.
Amanhã não restará mais nada: nenhuma lembrança, nenhuma sombra, nennhum pedaço de nada. Mas eu saberei exatamente o que fazer, eu sempre sei!
Agora eu me despeço de todas as pessoas, todos os lugares, todas as lembranças ... De tudo que me pôs pra baixo, de tudo que contribuiu para uma certa regressão da minha vida. Não é o fim, é um simples adeus pra tudo aquilo que nunca foi bem-vindo aqui, que nunca deveria ter se aproximado de mim. Esse tempo está realmente se esgotando, e hora de um novo começo vem invadindo, com aquele sentimento angustiante e prazeroso que sempre faz bem.
Se existir um dia em que tudo seja muito fácil, prático e perfeito, eu sei que tudo se tornará opaco demais, então eu estarei completamente disposta a entrar e bagunçar tudo, virar as coisas de 'pernas pro ar', e divertir um pouco mais... Brincando de ser séria!



Beatriz Picolomini.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

É preciso.

É difícil controlar a vontade de sorrir, é difícil conter as lágrimas. É preciso saber lidar com diferenças, é preciso viver intensamente. Não sei bem quando devo demonstrar afeto, quando devo não gostar. O coração que pulsa em mim, faz com ele pulsar também, cada vez mais forte, a alegria de viver! Não vivo pensando no ontem, muito menos no amanhã, vivo com a cabeça aqui; no agora. E quando os nervos se afloram, a paciência fala mais alto; eu me treinei assim. A vida não é fácil como alguns pensam, e não tão difícil como muitos dizem. É preciso ter garra, determinação, é preciso saber enxergar a realidade. O mundo é um pouco menos poético, um pouco menos trágico! E pra se viver bem não precisa de muito. Basta ser simples, diferente. Basta libertar corpo e mente! Seja um pouco mais atraente!! ;]




Beatriz Picolomini .

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

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Talvez esse seja o real sentido de tudo. Talvez o resumo de viver seja este! Tudo da mais simples maneira, todas as emoções vividas na brincadeira! Cada momento que dividi com vocês, cada ano, cada estação, abri meu coração! Sei que ao olhar pra trás, a saudade vai doer, mas o friozinho na barriga nunca vai me deixar esquecer: que a vida só faz sentido quando agente descobre o verdadeiro significado da simplicidade! Só vale á pena quando nos dispomos a correr riscos. Só promove a felicidade, quando descobrimos o que é sofrer! Não há tempo pra viver de forma negativa, por isso demos espaço para a positividade, fizemos um novo dia, um novo tempo, um novo sinal! O amor de Jah é o que nos protege agora. E os laços que eu plantei que formaram raízes no meu chão vou colher por toda vida amigos do meu coração.


Beatriz Picolomini .

sábado, 8 de janeiro de 2011

Tempestades.

Ás vezes me perco em minhas próprias lembrança, ás vezes não sei bem o que é real e o que é sonho. Espero essa tempestade passar pra poder comemorar a chegada do sol, junto com a vitória de ter suportado todas aquelas ondas. Bem, não é tão simples quanto parece, as tempestades aqui geralmente demoram algum tempo pra cessar; ás vezes só param quando o fôlego vai chegando ao fim. Mas mesmo com toda a demora e toda a intensidade elas param, e isso que importa. Não me lembro da primeira que tive de enfrentar... não lembro se foi tão forte como as seguintes, ou se foi um pouco mais calma; a única coisa de que me lembro é que no final veio uma linda bonança, como vem sempre no fim de todas elas.
Um dia, ao acordar, me olhei no espelho e não vi mais aquela louca vontade de fugir, de mudar, de ser livre ... aquela louca vontade que até então pulsava em mim, mais forte até mesmo, que as próprias batidas do meu coração. Foi aí que entendi tudo: Eu havia finalmente encontrado minha própria liberdade, meu ser se libertara de coisas que me aprisionavam a mim mesma, aos outros, e a tudo que me rodeava. Entendi que mesmo se eu fugisse pra bem longe, e mudasse meu estilo, minhas palavras, minhas músicas, se não tivesse me libertado das correntes interiores continuaria sendo a mesma desesperada cativa de sempre, e aquela vontade confusa continuaria me rondando me fazendo de louca todas as vezes que tentasse compreende-la.
Quando procurei encontrar as respostas de todas as minhas perguntas, descobri  que nem tudo precisa seguir exatamente a mesma ordem, nem tudo precisa ser completo e ter uma outra metade. Descobri que nem tudo precisa fazer sentido, assim como nem todas as perguntas precisam ter uma resposta.
Ainda há muito a ser feito, muito a aprender. Preciso ainda passar por grandes mudanças ... quem sabe assim sejam mais breves minhas bonanças. As tempestades continurão constantes eu sei, mas foram elas que me fizeram ser o que sou hoje, talvez grande parte da minha sabedoria devo á elas. E apesar de terrívelmente dramáticas e completamente exaustantes, elas continuarão sendo sempre bem-vindas!


Beatriz Picolomini .